
Devo confessar que me surpreendi! Fui ao cinema sem muitas esperanças, pronto para ver mais um filme caracterizado como uma colcha de retalhos, de gags de outras produções holliwoodanas. Mas, de repente, me vejo numa interessante experiência: sem deixar de ser um filme de homenagens, Mostros vs Aliens, se enriquece pelas sutilezas encorporadas, que só a marmanjada vai entender.

A grande homenagem é aos antigos filmes B de monstros, como o clássico "Lagosta assassina" (hehe!). Na caracterização dos personagens humanos (os principais, é claro!), os Characater Designs encontraram uma certa linha arquetipal, que incrivelmente, é típica de um general e de um presidente dos EUA. E ainda com relação aos humanos, o filme, como é praxe na DreamWorks, larga totalmente de lado os humanos secundários (um exemplo clássico é Shrek), mas não posso deixar de elogiar a sutileza genial dos agentes da CIA, eles são todos iguais, mas com pequenas diferenças, como se fossem pessoas diferentes, que no processo se uniformizaram. E o bordão indispensável a qualquer hora: "Sim, Senhor Presidente!"

Gallaxhar, que na versão original tem a voz de Rainn Wilson (que tem seu maravilhoso personagem na série Office), se apresenta como o grande vilão que não sabe o que fazer se ganhar, e seus motivos são extremamente sem nexo (propositalmente), ainda revivendo nossos velhos exemplos, como o clássico Dr. Gori de Expectro Man.

Falando dos heróis, gostei muito da relação da Susan com o noivo, a questão de quem vive a sombra de quem, para filmes de animação esse tipo de complexidade é cada vez mais comemorado, se soltando das amarras infantilóides estereotipadas desse tipo de filme. O monstros, Insectossaurus, Dr. Cockroach e Elo Perdido ficam boiando na história sem muita força na narrativa, mesmo fazendo parte constante dela. Agora quem rouba a cena totalmente é a geleca Bob, interpretada pelo ator Seth Rogen, que também deu alma ao Master Mantis de KungFu Panda. Vou apenas destacar a hilária relação amorosa dele com a gelatina, e a fantasia na relação dele com Derek (se apoderando história de vida de Susan). E palmas, a atuação de Bob em uma das cenas finais, quando ele balança a gelatina para Derek. LINDO!!!

O saldo final é positivo, apesar das escorregadas ( que eu não entendo como a DreamWorks pode fazer a essa altura do campeonato, ainda mas depois de KungFu Panda, que foi perfeito). É diversão para toda família. A mulecada não entende muita coisa mas curti assim mesmo.

PS.1: Também tenho que destacar a performace do presidente tocando teclado sutilmente interessante (para animadores). E claro! O cara começa fazendo menção a "Contatos imediatos do 3o. grau" e termina com a trilha clássica "The Heat is One" de "Um tira da pesada".
PS.2: Não deixem de ver a última piadinha como o presidente depois dos créditos, é legalzinha.













Com visual e os personagens cada vez mais interessante, a Pixar sai do seu pedestal de filial da Disney e experimenta mais no seu design. Mas temos que ter paciência, é difícil movimentar o bilhonário mercado de espectativas dos filmes com o selo PIXAR. Não dá pra esperar um visual Gobellis em Hollywood, assim, de uma hora pra outra.
Mas essa brincadeira só está prevista para ser lançada em 29 de Maio de 2009, enquanto isso vamos curtir a tão esperada (pelo menos pra mim) estréia de BLOT da Disney, no início de janeiro.
Ele começou intervalando os primeiros filmes do Mikey, mas logo começa a merter bala na animação casca grossa. Seu primeiro filme como diretor de animação foi Pinóquio, mas ele permaneceu, na grande maioria, como animador mesmo. O cara queria era por a mão na massa!
E aqui tem um documentário (em tres partes) muito legal do Milt:

Mas isso tudo agente já imagina, agora o mais irado é que em 1973, Eric funda o programa de treinameto da Disney. E desse programa surgem vários nomes, que babamos o ovo hoje em dia: Brad Bird, Tim Burton, Andreas Deja, Gary Goldman, Glen Keane, John Lasseter, Richard Rich.




